| Zoo de Luján - Marcos, eu e o rei, lindo de morrer. |
Nosso roteiro para Buenos Aires foi absolutamente programado. Os passeios, os restaurantes, os pontos turísticos, as comidinhas obrigatórias. Compramos um guia excelente da Revista Viagem, que nos ajudou a encontrar as melhores opções na capital argentina. Estávamos muito animados com as férias, mas um passeio em especial nos despertava aquela ansiedade gostosa. Afinal, entrar na jaula de um leão não é a coisa mais normal do mundo, não é mesmo? Você não entendeu errado e eu também não fiquei maluca (ainda). Fomos a um zoológico incrível na cidade de Luján, a 80 km de Buenos Aires, onde é possível ficar bem pertinho de leões, ursos, elefantes e tigres.
| E esse olhar, não é o máximo? |
Roxane e Elder, dois amigos muito queridos, nos falaram desse lugar mágico quando voltaram da Argentina. Eles não conseguiram fazer o passeio, pois ficaram pouco tempo por lá. Desde que ouvimos falar que as pessoas tinham contato direto com os animais, ficamos loucos com a ideia. Nosso maior objetivo era ir ao Zoo de Luján. Uma questão de vida ou morte. Pesquisando na internet, descobrimos que só era possível entrar em todas as jaulas de animais, bebês e adultos, com o auxílio de um guia local. Pessoas que já tinham ido ao Zoo nos deram os contatos de um guia brasileiro, que se casou com uma argentina e trabalha em Buenos Aires há mais de 20 anos. Jeff nos proporcionou um dos momentos mais lindos de nossas vidas.
| Foi paixão. Reparem que ele sorriu pra mim. |
Estávamos comemorando aniversário de casamento e meus 30 anos e nunca sonhamos com um dia tão especial. O passeio começa com um pequeno tour por alguns pontos turísticos como o Café Tortoni, por exemplo. Em seguida, paramos para um espetacular lanchinho. A sugestão de Jeff foi a Maria Callas, um prato lindo, com pães, bolos, doces, café e suco. Nem preciso dizer nada, né?
| Maria Callas, que sonho de café da manhã. |
Depois da deliciosa refeição e de uma passadinha em uma casa de esfihas argentinas para conhecer como os quitutes são feitos, seguimos viagem para Luján. A essa altura do campeonato, Jeff já respondia perguntas bem ansiosas. O que devemos fazer? Os animais são calmos mesmo? Nunca aconteceu nada, né? Em que jaulas poderemos entrar? Jeff, um gaúcho piadista, aproveitou para tirar o maior sarro de nossa cara dizendo que estávamos nos borrando de medo e que já tinha visto as mais diversas reações nas jaulas dos bichanos. O animado guia foi categórico: "será a maior experiência da vida de vocês, não percam a oportunidade porque vocês vão se arrepender". O guia deixou bem claro que não arriscaria a nossa vida se o zoológico representasse algum tipo de perigo. Ele acompanhou o nascimento de muitos animais e tem uma intimidade impressionante com cada um deles. A explicação é simples. Os bichos nasceram cercados por humanos e cresceram entre eles.
Eu estava quietinha e pensativa no caminho do passeio. No carro de Jeff, eu imaginava a loucura que estava prestes a fazer. Não conseguia organizar direito os pensamentos de tanta ansiedade. E achava louco que uma pessoa que tem medo de cachorro, inclusive poodle, pudesse ficar ao lado de um leão. O guia soube do detalhe durante a viagem, fez uma cara de preocupação, olhou pra mim e disparou: "você vai me dar trabalho". Pasmem! Meu comportamento foi exemplar, ou quase.
| Um lindo e doce leãozinho de 2 ou 3 meses. |
Nossa primeira visita foi na jaula de um bebê leão de 2 ou 3 meses. Pegamos no colo, fizemos carinho, tiramos dezenas de fotos. "A estreia até que foi tranquila", comentamos. Jeff emendou: "quero ver a coragem de vocês agora". A próxima parada foi na casa do rei da selva. Meu Deus, que animal mais lindo! Fui a primeira a entrar, acreditam? Fiquei boba, emocionada, impressionada com a magia daquele momento. O leão era tão doce que aceitou, além do cafuné, beijinhos de todos os visitantes.
| Mágico. Um dos momentos mais felizes da minha vida. |
Depois veio o tigrinho adolescente que fez a maior festa quando chegamos perto dele. O dia ainda reservava horas maravilhosas ao lado dos tigres adultos, sete em uma só jaula, dos ursos, elefantes e dromedários.
| Marcos na maior farra com o tigrinho. |
Marcos e eu tivemos nossos momentos de frio na barriga. O meu foi com os ursos. Além de ficar bem pertinho dos animais, poderíamos dar marmelada para os grandões. E esse foi o grande problema. Eles são enormes e eu confesso, fiquei com medo. Jeff, com sua adorável metodologia Pinochet de educação, me convenceu em alguns muitos minutos a ficar na posição adequada, perder o medo bobo e, finalmente, alimentar o urso gorducho.
| Momentos de tensão. Reparem no povo lá atrás rindo. "Ai, ele é muito grande". |
A visita ao elefante foi uma farra de laranjas. Eles são espertos e adoram uma brincadeira. Experimente ficar dando bobeira com uma frutinha na mão. Ficamos apaixonados. Já reparou o quão expressivo é o olhar do elefante? Chega a ser comovente.
| Nós e os comilões. Eles fizeram uma festa com as laranjas que demos. |
A piada ficou por conta do último encontro do dia. Uma verdadeira novela: Marcos e o dromedário. A primeira tarefa foi pegar um pedaço de cenoura, colocar na boca, e esperar o bichinho pegar. Até aí tranquilo, vai. Claro que dá aquele medinho, mas dá para controlar. O problema foi na hora de subir no dromedário. Éramos quatro casais e o passeio acontecia sempre em dupla. Quando chegou a nossa vez, Marcos travou. Que engraçado. Ele colocou na cabeça que era muito pesado, que o bicho ia virar e a gente cairia de cara no chão. Hilário. Eu subi no dromedário e depois de muitos conselhos dos colegas, ele tomou coragem e subiu também. Quando o grandão ensaiou o primeiro passo, ouvimos: não, não dá, sou pesado e ele vai cair. Conclusão: fui sozinha. E, depois de mais uma longa terapia de grupo e de mais uma sessão Pinochet com Jeff, Marcos enfrentou o dromedário e adorou.
| Depois da novela, eles ficaram amigos. |
Saímos do Zoo de Luján em um lindo final de tarde, com um sol avermelhado que se despedia para a chegada de uma lua cheia de silenciar a alma. Ainda passamos pela catedral da cidade, pelo estádio do Vélez Sarsfield e fizemos compras no outlet da Nike.
Chegamos ao hotel anestesiados de tanta alegria. Depois do banho e de chorar com as fotos, a última tarefa do dia, entrar no msn para contar para a mãe como tinha sido o passeio. "Mãe, foi o dia mais feliz da minha vida", escrevi emocionada.
Dona Luiza diz "FILHINHA" com o leão não!!
ResponderExcluirMinha querida que experiência impar, gostaria tanto de estar no seu lugar. Amo os animais, eles transmitem no olhar um amor indescritível. Parabéns pelo niver do seu casamento e pelo seu niver tbm. Deus abençoe grandemente a sua vida Bjs
ResponderExcluirObrigada pela visita, Beli.
ResponderExcluirSe puder, faça o passeio. É realmente incrível.
bjs
Incrível!!! Viva pra vocês. Eu não seria capaz. E felicidades no casamento... bodas de....? bjubju
ResponderExcluirNossa, estou super animada p/ ir pra Buenos Aires! Assim que eu estiver com dinheiro quero fazer essa viajem e passar uns dias lá.. e COM CERTEZA esse Zoo vai estar na minha lista de coisas Maravilhosas p/ fazer.. alem de visitar restaurantes maravilhosos! haha
ResponderExcluirOi Ana,
ResponderExcluirDamos todo o apoio. Você fai ficar maravilhada com a cidade e, principalmente, com o passeio. É tudo muito bonito e a experiência de estar pertinho dos animais não tem preço. Quando for, avise. Conhecemos um guia brasileiro muito bacana que leva para o Zoo. Te dou o contato dele.
Abraço.
Boa noite, estou indo com meu filho p BAires e queremos ir nesse Zôo. Para entrar nas jaulas só se for com guia? Poderia me passar o contato dele?
ResponderExcluirGrato.
Leo,
ResponderExcluirAqui está a página do Jeff no facebook. Você vai adorar o passeio e o guia. Ele tá sempre conectado.
Boa Viagem e depois conte como foi.
Leo, o perfil do Jeff
ResponderExcluirhttps://www.facebook.com/#!/profile.php?id=1503423219
Janaina e Marcos Saudades dos amigos muito obrigado por tudo feliz 2013
ResponderExcluiradd meu blogg
http://buenosairescomoguiajeff.blogspot.com.ar/
saudades
Oi
ResponderExcluirEu ainda me lembro quando há 3 anos atrás, quando você ligou para minha casa e falou que era a Simone da minha turma de analítica 1. Eu falei que não existia nenhuma Simone na minha turma de analítica 1. Você perguntou se não era a Lages, ai depois você começou a rir. Eu notei que era trote e depois eu desliguei. Depois disso na quarta-feira da semana seguinte, eu peguei um resfriado super forte, eu cheguei a ficar com febre. Então a Gabriela Santana Andrade, mandou você entrar no grupo de analítica 1 para inventar mentiras sobre mim. Você fazia pedagogia, você não tinha nada que ir arrumar treta no curso de farmácia. Eu nunca pensei que o ser humano chegaria num nível tão baixo. Se aproveitar de um momento de doença minha para ficar me humilhando por causa de iniciação científica. Quando eu descobri que você fazia pedagogia. Eu pensei que você iria fazer coisa muito pior contra mim, eu fiquei morrendo de medo de você e da Gabriela Santana Andrade por 1 ano, mas agora você se formou como pedagoga. O seu poder na faculdade acabou no momento, que você se formou. Se você tivesse um trabalhinho, você não iria ficar arrumando treta no curso dos outros. O que você fez comigo, não se faz nem com um bicho. Eu estava doente naquele dia. Eu nunca pensei que o ser humano fosse chegar num nível tão baixo.
ResponderExcluirEu sei tudo sobre você, eu inclusive achei o seu perfil no Instagram e no Linkedin:
https://www.instagram.com/bprocession/
https://br.linkedin.com/in/ana-beatriz-procession-57b709214
Mas você também amiga da Beatriz Ribeiro de Oliveira, que é incapaz de passar em qualquer disciplina sem colar na prova, a Beatriz Ribeiro de Oliveira fica falando na faculdade para todo mundo ouvir que escondeu a cola da professora, ela falou tão mal da Lages, rodou todos os professores de química orgânica e só consegui passar em orgânica 1 graças a Lages agora a Beatriz está falando bem da Lages, a Beatriz inclusive publicou esse artigo científico:
https://www.mdpi.com/2072-6643/17/17/2763
É isso o que acontece com quem cola na prova e fala mal dos outros, publica um artigo científico. A Beatriz Ribeiro de Oliveira representa tudo o que há de errado na faculdade, ela é a prova que vale a pena colar na prova, ela é a prova que a coordenação da farmácia da UFRJ fecha os olhos para quem cola na prova, ela fica se fazendo de santa, mas no fundo ela não presta. Eu sinto vergonha de ser obrigado a ser da mesma turma de um ser tão desprezível como a Beatriz Ribeiro de Oliveira.
Pode mandar o seu amigo o Guilherme de Sousa Barbosa que me ameaçou mesmo sem eu ter feito nada contra ele, me matar. Manda o Guilherme de Sousa Barbosa aparecer na boca de fumo que tem aqui perto de casa e mandar os traficantes me matar, aqui do lado da minha casa funciona um ferro velho clandestino que fornece material furtado para os traficantes construírem barricadas.
Eu não tenho nada a perder, a vida é boa para quem faz iniciação científica, para quem não faz só resta à morte. Eu não vou perder a minha bolsa de iniciação científica.